“Adeus” CM, “Olá” equipa digital


E se começamos este post dizendo algo que, com certeza, todos os profissionais desta área partilham? Não somos Community managers. A comunicação digital já não tem esse tipo de barreiras nominativas e esse nome é só mais uma skill do Linkedin.

Se é um diretor de Marketing em busca de profissionais que traduzam a sua marca para o digital como se – por que não – se quer formar para ser um profissional da comunicação, deveria saber que, na realidade, os Community Managers, como tal, não deveriam existir. Porquê? Porque essa não é uma profissão per se, é só mais uma função do dia-a-dia do estratega digital.

É verdade que, num início, houve profissionais que ocuparam este espaço “em terra de ninguém” entre o Marketing e a Comunicação, mas agora já todos sabemos que, em qualquer estratégia digital estruturada, deve existir uma planificação da gestão das comunidades digitais, trabalhada por perfis diferentes dos iniciais.

Ter uma pessoa dedicada apenas à publicação de conteúdo nas suas redes sociais é tão absurdo como ter a alguém só para comprar os jornais diários. Além disso, sabia que essa tarefa pode agora ser desempenhada por robô? O que que as marcas atuais precisam é de um estratega digital.

As qualidades do estratega digital

O profissional do meio online deve ser flexível. Já imaginou um trabalho onde toda a metodologia mude de um dia para outro? Bem-vindo ao digital. A pessoa que gere a identidade digital de uma marca tem que estar disposto a cumprir os seus objetivos em cenários constantemente em mudança. Lembrando-se de que não só mudam as ferramentas, como também as marcas. Além disso, não há nada mais analógico que a repetição de estratégias e metodologias. Diga “Não” aos erros típicos.

O estratega digital deve ser empático e lembrar que o mundo digital se baseia no contacto direto com um usuário que, além disso, decide livremente que quer interagir consigo. Este é um contexto ao alcance de poucos e, para o aproveitarem ao máximo, é necessário que quem esteja por trás respeite o consumidor, como se estivesse a falar com o seu melhor amigo. Trolls incluídos.

Em resumo, este profissional deve ser multidisciplinar e ter conhecimentos em todas as áreas específicas do mundo digital. É que, embora toda a nomenclatura provenha dos EUA, o mundo digital nem é o velho Oeste nem está, de facto, reservado para cowboys solitários.

Lembre-se que, quando uma marca tem a uma única pessoa a fazer a gestão das suas redes, existindo ou não uma estratégia estruturada, é provável que não se esteja a fazer tudo o que se poderia fazer. Por isso o mundo digital não é local para CM’s, senão para equipas de estrategas digitais que deem tudo pela sua marca.


Lídia Casanova

Periodista, Máster en Dirección de Comunicación y adicta a los contenidos virales y a gestionar comunidades ajenas. Soy alumna en la Universidad de ATREVIA desde 2010 y me podéis encontrar en el Departamento Digital de Barcelona.

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